O Desenvolvimento Integral da Criança

O que é ser criança na contemporaneidade?  Esta pergunta nos remete a outras reflexões, tais como:
 
- Qual o papel da escola?
- Qual o papel da família?
- Qual o papel da sociedade?

    Acho que o primeiro paradigma que precisamos quebrar é aquele que coloca a criança num patamar imaginário de um serzinho que não entende o mundo a sua volta e não deve ser questionado. Ou seja, quando uma criança expressa sua opinião, perguntar o "por quê" é essencial. Este é o inicio do desenvolvimento do pensamento lógico e critico. Como vamos desenvolver este pensamento, se não questionarmos os "porquês"!? Aliás, a criança faz isso o tempo todo e nem sempre os adultos estão preparados para responder. Aqui, família e escola tem papel preponderante, visto que é na rotina, no dia a dia que formamos e desenvolvemos conceitos, ideias, emoções, etc. Escola e família precisam estar alinhados neste sentido, o que significa dizer que as atividades propostas pela escola devem ter uma continuidade no ambiente familiar, visando o desenvolvimento motor e cognitivo dos pequenos. Atualmente, vivemos um tempo ímpar, com a pandemia do Covid, onde professores  buscam suprir o atendimento presencial através de atividades à distância, tentando manter vínculos com suas turmas e mais que isso, proporcionar oportunidades de desenvolvimento integral para as crianças. Mas de que adianta um planejamento todo articulado com propostas maravilhosas, se a família não coloca em prática? A questão aqui não é uma disputa entre os envolvidos, onde um lado se diz desmotivado e o outro atribulado. A questão aqui é o DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA!  E neste sentido, como mãe e educadora, eu afirmo: não é possível poupar esforços, afinal o que está em jogo é o futuro da criança. A Educação Infantil desempenha um papel fundamental nesta questão, infelizmente não valorizado tanto quanto deveria. Mas vejamos, é na Educação Infantil que se desenvolvem habilidades fundamentais para o aprendizado futuro em todas as etapas. Uma criança para aprender a escrever, precisa ter uma coordenação motora desenvolvida e esta coordenação é construída através de diversas atividades lúdicas, como por exemplo, rasgar papel, manusear massinha de modelar ou exercer movimentos de pinça quando brinca com blocos de encaixe, argila, fazer bolinhas de papel, etc. 
    Enfim, acho que o papel da sociedade engloba tudo: família, escola, meio social e todos se conectam no sentido de agregar, nunca no sentido de competir ou delegar a responsabilidade. 
    O aprendizado é uma construção diária e parte do interesse do aprendiz. Cabe ao educador, seja ele professor ou familiar, saber ouvir a criança e a partir daí elaborar métodos que conduzam ao desenvolvimento amplo e integral de habilidades. Porque ser criança na contemporaneidade está sendo meio difícil, convenhamos. De um lado, a criança, que como qualquer criança almeja brincar e aprender, de outro lado, forças contrárias (família, escola) tentando determinar responsabilidades. Mas a responsabilidade é de todos nós! Certa vez assisti uma palestra, onde a palestrante colocou que criança brinca onde quer que seja, ou em outras palavras, imagine uma criança que vivencia uma condição de miséria, independente desta condição, ela vai brincar porque brincar é natural da infância. Ou seja, crianças não precisam da escola para brincar. Elas precisam da escola para transformar este brincar em aprendizado, através de atividades lúdicas que produzem o aprendizado. 
    Conclusão: somos todos responsáveis pelo desenvolvimento dos pequenos, então se queremos formar cidadãos capazes de construir um  mundo melhor, o minimo que podemos fazer é nos envolver, participar e responsabilizar pela educação! Educação em sentido amplo: aquela que forma indivíduos aptos ao exercício da cidadania! 

Professora: Elizabeth Ambrosi



Tinta Caseira

Quer coisa mais divertida que brincar com as cores? Soltar a imaginação com as tintas, usar e abusar de pincéis, esponjas de cozinha, escovas de dente usadas (aquelas que normalmente jogamos fora) ou mesmo as mãos? A bagunça está liberada, lembrando que é uma bagunça produtiva, ou seja, possibilita o desenvolvimento de diversas habilidades, tanto motoras, quanto criativas, só para citar algumas. E tudo isso fica melhor ainda se fizermos a tinta em casa com baixíssimo custo e trabalho. A proposta é envolver os pequenos desde o preparo da tinta até a produção artística  :) 
Existem diversas receitas de tinta caseira. Vou compartilhar com vocês uma bem simples que achei na internet: 

Ingredientes:
2 colheres de açúcar
meia colher (pequena) de sal
meia xícara de amido de milho
2 xícaras de água
diversos corantes alimentícios ou sucos em pó

Modo de preparo:

1. Em uma panela, coloque o amido de milho e vá acrescentando a água aos poucos, sempre mexendo.

2. Acrescente o sal e o açúcar, leve ao fogo baixo e mexa até engrossar.

3. Quando a mistura estiver homogênea e com uma consistência mais cremosa, igual a da tinta guache, desligue e deixe esfriar.

4. Divida a mistura em diferentes potinhos e acrescente cada cor de corante ou suco em pó em um recipiente.

Prontinho! Agora vamos colorir e deixar tudo mais bonito :)

E lembre-se, para pintar podemos utilizar variados materiais, não obrigatoriamente pincéis. Proponha para a criança mergulhar  um pedaço de algodão na tinta e depois carimbar no papel, ou um pedaço de esponja de cozinha, por exemplo. Colocar um pouco de tinta no papel e soprar com um canudinho também produz efeitos bem interessantes!